SES-PE afirma que intensifica o monitoramento e formula estratégias para agir de forma preventiva em emergências de saúde
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O aumento do calor e da seca provocados pelo fenômeno climático El Niño acende um alerta para a intensificação das arboviroses e doenças diarreicas em Pernambuco, segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
O fenômeno, que é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, causa aumento da temperatura e redução das chuvas no Nordeste, Norte e Centro-Oeste, com ápice esperado para o fim deste ano e início de 2027.
De acordo com a SES-PE, o Nordeste e, especialmente o Sertão do estado, já enfrentam redução das chuvas devido ao El Niño e à carência hídrica, e destaca que o período de estiagem é um fator de risco para o aumento de arboviroses e doenças diarreicas.
"A falta de água leva as pessoas a estocarem e manusearem o líquido, muitas vezes de forma incorreta. A água armazenada se torna criadouro para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika", explicou o diretor geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra.
Ainda segundo o diretor, o manejo inadequado contamina reservatórios como barris e tonéis, favorecendo a proliferação de micro-organismos que podem causar doenças diarreicas.
A SES-PE também destaca que o aumento das temperaturas pode levar, em casos extremos, ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), às doenças cardiovasculares e ao agravamento de diabetes e hipertensão.
Medidas
Diante do cenário, a pasta afirma que intensifica o monitoramento e formula estratégias para agir de forma preventiva em emergências de saúde que possam afetar a população, incluindo o acompanhamento dos dados em tempo real na Sala de Situação.
"Trabalhamos com uma visão preventiva. A análise dos dados nos permite orientar os municípios de forma antecipada e agir na rede como um todo, quando os casos ultrapassam a Atenção Primária à Saúde", ressalta Eduardo Bezerra.
A SES-PE destaca que um diferencial do monitoramento é o foco em populações em situação e nas faixas etárias de maior vulnerabilidade, como crianças, idosos, gestantes e imunossuprimidos, além daquelas que vivem na zona rural, nas aldeias indígenas, nos territórios quilombolas, nos assentamentos e nas comunidades ciganas.
Cuidados
A pasta reforça a importância da hidratação e do cuidado com a água armazenada para evitar o acesso do mosquito.
"O estado distribui hipoclorito para as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres) para garantir a qualidade da água. Em caso de sintomas, principalmente a febre, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima", afirma a SES-PE.
Informações do Portal Folha de Pernambuco

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